
As primeiras peladas que foram vistas pelos terrenos descampados de Natal surgiram no começo do século passado. Segundo o mestre Câmara Cascudo, rapazes da melhor sociedade natalense iam completar os estudos na Inglaterra e, na volta para as férias escolares traziam bolas, chuteiras, apito e as regras do “foot ball” association. Os rapazes filhos dessas famílias mais abastadas não precisavam ir muito longe, porque utilizavam os terrenos melhor localizados, como o que hoje é ocupado pela velha praça André de Albuquerque no centro da cidade, o terreno da praça Pio X onde hoje está a imponente Catedral Metropolitana, e o terreno que o natalense conhecia como “ground” da praça Pedro Velho (praça Cívica). Esses três descampados, e mais o descampado que serviu de espaço para construção do estádio “Juvenal Lamartine” supriam o gosto dos jovens natalenses pelo futebol. Com a fundação do AMÉRICA em 14de julhode 1915, depois o ABC FC, fundado no dia 29 dejulho de 1917; e ainda no mesmo ano o Alecrim FC, a 18 de agosto de 1915, eposteriormente e o SPORT CLUBE DE NATAL, fundado no dia 25 de agosto de 1915, era o instante propício para os cartolas pensarem na criação de uma entidade capaz de arregimentar esses clubes. Fundada inicialmente a Associação Rio-grandense de Atletismo (ARA) e logo depois a Liga Norte-rio-grandense de Desportos Terrestres (LNDT), daí foi um passo para que os governantes logo sentissem a necessidade de doar um estádio à capital potiguar. Durou exatamente 10 anos entre a fundação da Liga e a inauguração do “Juvenal Lamartine”, 28 de outubro de 1928. Governava o Rio Grande do Norte um político habilidoso, filho de Serra Negra, membro de uma família importante, como eram os Lamartine. O líder da família, governador Juvenal Lamartine de Faria, entre tantos atributos, o de ser um desportista, com forte inclinação pela aeronavegação, Tanto que, é um dos fundadores ao Aero Clube do Rio Grande do Norte, por coincidência também completando 80 anos de fundação este ano. Convidado pelos dirigentes da LNDT para dar o chamado “ponta pé” num torneio disputado no Tirol, Juvenal Lamartine ficou penalizado com a pobreza das instalações do campo de futebol, cujos vestiários eram de taipa, o terreno bastante arenoso, sem qualquer outra instalação física. De imediato, entrou em contato com o arquiteto natalense Clodoaldo Caldas, que residia no Rio, onde prestava serviços como servidor público
Aceito o convite, em seis meses o estádio estava pronto, com instalações modestas mas aconchegante e suficiente para os primeiros torneios oficiais. Constava de uma arquibancada de madeira (hoje, ainda de pé), com capacidade para 800 a 1000 pessoas sentadas, com o restante do público, em pé, protegido por uma mureta bem trabalhada em cimento armado. O estadinho do Tirol era murado, com fachada estilo barroco, lamentavelmente desfigurada na ampliação, hoje ocupada por pequenas lojas . No estádio todo, cabiam entre 3 e 4 mil assistentes, dos quais apenas os que estavam na arquibancada de madeira sentiam-se protegidos do sol e da chuva. Na inauguração, estava a fina flor da sociedade natalense, os homens usando chapéu de palhinha, paletó e gravatinha borboleta, enquanto as senhorinhas desfilavam com os longos generosos no volume de tecido, chapéu de grandes abas. Natal, já tinha um colunista social, que era Aderbal de França, assinando a coluna diária com o pseudônimo de Danilo. A revista “A Cigarra”, semestral, trouxe ampla reportagem (com fotos) da festejada inauguração. Era o dia 12 de outubro de 1928. No gramado, ABC, América, Paysandu e o Cabo Branco, de João Pessoa-PB.com a vitória dos potiguares pelo placar de 5x2, com o primeiro gol marcado por DEÃO do ABC. Antes do futebol, equipes femininas realizaram evoluções e aconteceram pequenas provas de atletismo. Segundo ainda “A Cigarra”. Foi um dia inteiro de festas.
Aceito o convite, em seis meses o estádio estava pronto, com instalações modestas mas aconchegante e suficiente para os primeiros torneios oficiais. Constava de uma arquibancada de madeira (hoje, ainda de pé), com capacidade para 800 a 1000 pessoas sentadas, com o restante do público, em pé, protegido por uma mureta bem trabalhada em cimento armado. O estadinho do Tirol era murado, com fachada estilo barroco, lamentavelmente desfigurada na ampliação, hoje ocupada por pequenas lojas . No estádio todo, cabiam entre 3 e 4 mil assistentes, dos quais apenas os que estavam na arquibancada de madeira sentiam-se protegidos do sol e da chuva. Na inauguração, estava a fina flor da sociedade natalense, os homens usando chapéu de palhinha, paletó e gravatinha borboleta, enquanto as senhorinhas desfilavam com os longos generosos no volume de tecido, chapéu de grandes abas. Natal, já tinha um colunista social, que era Aderbal de França, assinando a coluna diária com o pseudônimo de Danilo. A revista “A Cigarra”, semestral, trouxe ampla reportagem (com fotos) da festejada inauguração. Era o dia 12 de outubro de 1928. No gramado, ABC, América, Paysandu e o Cabo Branco, de João Pessoa-PB.com a vitória dos potiguares pelo placar de 5x2, com o primeiro gol marcado por DEÃO do ABC. Antes do futebol, equipes femininas realizaram evoluções e aconteceram pequenas provas de atletismo. Segundo ainda “A Cigarra”. Foi um dia inteiro de festas.
FONTE - INTERNET
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